
Ocupação do Congresso: oposição paralisa Câmara e Senado
Um ato político inusitado e de forte impacto marcou a semana em Brasília. Deputados e senadores da oposição ocuparam, de forma coordenada, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados e do Senado Federal em protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, determinada pelo Supremo Tribunal Federal. O movimento, apelidado de “Ocupa Congresso”, teve início na madrugada de segunda-feira (11), quando parlamentares chegaram com cadeados, colchões e até um bebê recém-nascido, simbolizando a intenção de não sair do local. A ocupação paralisou sessões importantes, incluindo votações de medidas provisórias e discussões orçamentárias. Juristas classificaram o ato como inconstitucional, já que a Mesa Diretora é patrimônio institucional e não pode ser usada para manifestações partidárias. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, criticou a atitude, chamando-a de “espetáculo político” que compromete o funcionamento da democracia. Já apoiadores da oposição celebraram a iniciativa como forma de resistência contra o que chamam de “perseguição judicial”. Nas redes sociais, a hashtag #OcupaCongresso alcançou os assuntos mais comentados. A Polícia Legislativa acompanha a situação, e negociações estão em andamento para encerrar o ato sem confronto. O episódio reacende o debate sobre os limites da atuação parlamentar em um Brasil cada vez mais polarizado.
Da Redação.

