O jogo sujo das emendas e o Brasil refém da política: uma análise sem rodeios com o Professor Heberth

O jogo sujo das emendas e o Brasil refém da política: uma análise sem rodeios com o Professor Heberth

Ontem, ao entrar no ar, minha vontade era de falar sobre qualquer outra coisa. Mas a realidade política do Brasil não me dá essa escolha.

Comecei comentando o escândalo envolvendo a deputada Carla Zambelli. Não sei se você viu, mas ela fugiu para a Europa depois que até o próprio advogado abandonou o barco. É sempre assim: essa turma adora apontar o dedo, mas na hora de responder pelos próprios atos, some. Coragem pra atacar tem. Pra encarar a Justiça? Nem tanto.

Mas o que mais me incomodou hoje – e confesso, me revoltou – foi o novo capítulo da briga pelas emendas parlamentares. Estou falando de Hugo Motta, da Paraíba, que estaria articulando com o governo para garantir a relatoria da LDO de 2026 para um aliado. Em troca? A liberação de emendas. Bilhões em emendas.

Sim, você leu certo. Quase 51 bilhões de reais estão em jogo. E até agora, só pouco mais de 23 milhões foram liberados. Sabe quem vai pagar essa conta? Eu, você, todo mundo que trabalha, paga imposto e é tratado como refém de um sistema que só favorece quem está lá dentro.

O que mais me tira do sério é o cinismo de quem prega corte de gastos em público, mas nos bastidores está cobrando mais verba, mais privilégio, mais poder. Querem cortar da educação, da saúde, da farmácia popular… mas não abrem mão das emendas. É fácil subir no palanque e posar de defensor do povo. Difícil é abrir mão da mamata.

Fico pensando: como é que alguém com vontade genuína de fazer política decente entra numa eleição com chance real, se os mesmos de sempre já entram com tudo garantido? Fundo partidário, acordos com prefeituras, e agora, emendas bilionárias para distribuir como quiserem. A eleição virou um jogo marcado. Viciado.

Não podia deixar de falar também do Judiciário. Os escândalos estão aí. Pagamentos retroativos milionários, feitos em silêncio, sem alarde. Dinheiro público, mais uma vez. Enquanto isso, a gente aqui na base, ralando, vendo tudo acontecer e ainda sendo chamados de radicais quando apontamos o óbvio.

E aí eu perguntei direto, sem rodeios: tá com o nariz de palhaço aí? Pode colocar. Porque parece que é isso que estão fazendo com a gente. A política brasileira virou um teatro onde só os de cima escrevem o roteiro – e nós, espectadores, seguimos pagando o ingresso mais caro.

Terminei o programa com um apelo: não é só o governo federal que precisa cortar. Congresso, Judiciário, todos precisam dar exemplo. Enquanto isso não acontece, a única saída é cobrar. Fiscalizar. Gritar. Porque se a gente se calar, eles fazem a festa. E a conta, como sempre, sobra pra nós.

Boa tarde, boa noite ou bom dia… dependendo da hora que você estiver lendo isso. Mas principalmente, boa consciência.

— Heberth

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