Influenciador Hytalo Santos é alvo de investigação por “adultização” de menores em redes sociais

Influenciador Hytalo Santos é alvo de investigação por “adultização” de menores em redes sociais

Hitalo José Santos Silva, conhecido como Hytalo Santos, influenciador digital paraibano de 27 anos, natural de Cajazeiras, está sob investigação do Ministério Público da Paraíba (MPPB) por suspeita de adultização e exploração de crianças e adolescentes em conteúdos nas redes sociais.

A apuração foi iniciada em 2024, após denúncias anônimas via Disque 100 e coleta de relatos de vizinhos sobre festas com menores, consumo de álcool e gravações tardias em condomínio de Bayeux . As investigações indicam que as imagens de adolescentes em vídeos com conotação sexual — incluindo perguntas provocativas e coreografias sensuais — podem configurar violação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), especialmente por adultização e erotização precoce .

Em resposta judicial, a Justiça da Paraíba determinou:

  • Suspensão de perfis nas plataformas Instagram, YouTube, TikTok e Facebook, além da interrupção da monetização dos conteúdos.

  • Proibição de contato com menores envolvidos nos projetos de vídeo.

  • Mandados de busca e apreensão de dispositivos eletrônicos — celulares, câmeras, computadores — com apreensão dos equipamentos para perícia. O influenciador havia, entretanto, removido equipamentos antes da chegada da polícia, o que pode ser considerado obstrução à Justiça .

A repercussão do caso se intensificou após o vídeo-análise publicado pelo youtuber Felca em agosto de 2025 (“Adultização”), que criticou a atuação de Hytalo como exploração de “circense macabro” com menores, e atingiu milhões de visualizações, gerando pressão institucional e midiática .

Em nota oficial, Hytalo Santos negou as acusações, afirmando que sempre “agiu dentro da lei”, que os responsáveis pelos menores têm conhecimento das gravações e que “a verdade prevalecerá sobre narrativas infundadas” .

Além da investigação criminal, tramita uma ação cível do MPPB. Parlamentares reagiram com ações na Câmara e no Senado:

  • A Câmara dos Deputados, por meio da Comissão de Direitos Humanos, solicitou investigação criminal e possível prisão preventiva.

  • No Senado, foi protocolado pedido de CPI para investigar influenciadores e plataformas que sexualizam menores na internet, com foco em riscos à infância digital .

A perspectiva futura inclui debates sobre legislação, com base em projetos como o PL 2.628/2022, para formalizar mecanismos de proteção digital e responsabilização das plataformas em situações de “adultização” infantil .

Da Redação.

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